Como avaliar a qualidade da Pós-Graduação?

Cada vez mais competitivo e exigente, o mercado de trabalho busca por profissionais qualificados e currículos que se destaquem entre tantos outros candidatos. Em algumas empresas, a pós-graduação é fundamental para o profissional ocupar as cadeiras de determinados cargos. É por isso que escolher um bom curso, em uma instituição de ensino de boa qualidade, faz toda a diferença para dar um “up” no currículo e alavancar de vez a carreira.

Ofertados nos mais diversos formatos presenciais, ensino a distância (EAD), online ou semipresencial, é inevitável que surjam dúvidas antes de encontrar aquele curso que preencha as necessidades e objetivos do aluno. Pensando nisso, preparamos algumas dicas para ajudar a avaliar a qualidade do seu curso. Confira:

Stricto sensu, latu sensu e MBA

Os nomes e siglas já podem causar dúvidas, por isso, veja o que cada um significa:

Stricto Sensu são cursos de natureza mais acadêmica, destinados à formação de pesquisadores. Compreendem o mestrado e o doutorado, produzem atividades individualizadas e acompanhadas por um orientador.

No Lato Sensu, mais conhecidos como especialização ou aperfeiçoamento técnico-profissional, esses cursos têm no mínimo 360 horas e devem ser ministrados em, no máximo, dois anos. Com características de aprofundamento numa área específica de formação e produção de um trabalho científico: o TCC.

Já o MBA (Master in Business Administration) são os cursos de Pós Lato Sensu, voltados para quem pretende seguir uma carreira gerencial, em qualquer área, com no mínimo 360 horas e apresentação de um trabalho científico ao final do curso.

Regularização no Ministério da Educação (MEC)

A qualidade de um curso pode ser avaliada por uma série de critérios, mas o primeiro quesito é a regularização e o status do curso no Ministério da Educação (MEC), que vai depender da modalidade do curso, se lato ou stricto sensu.

Para esses cursos, os aspectos mais importantes exigidos incluem carga horária mínima de 360 horas e, que no mínimo, metade do corpo docente seja composto por mestres e doutores.

Uma das primeiras ferramentas que o estudante deve utilizar para averiguar sua pós-graduação é o site e-MEC http://portal.mec.gov.br/e-mec-sp-257584288. Nesse portal, além de conseguir outros dados sobre a avaliação geral da instituição, é possível consultar a situação da instituição junto ao Ministério e de seus cursos especificamente.

Infraestrutura da instituição

Faça uma boa pesquisa na internet e com os alunos sobre a infraestrutura da instituição de ensino. Ter um ambiente agradável, equipe dedicada, manutenção predial e das salas em dia, bem como os laboratórios e itens de uso coletivo em ótimo estado, são indicadores de positivos de qualidade. Visitar a instituição e conhecer de perto a estrutura é outro meio de ter uma noção mais próxima da realidade vivida durante o curso.

Equipe de docentes

Indispensáveis para uma formação de qualidade, a equipe de professores é fundamental na hora de escolher uma pós-graduação. Compartilhando conhecimentos com bons docentes, os alunos sentem-se mais seguros, aprendem com mais facilidade e elevam a qualidade da instituição. Na Plataforma Lattes você pode obter informações valiosas. O portal reúne os currículos de mestres e doutores permitindo acesso à formação e a experiência de quem irá formar o seu futuro profissional. Você pode acessar o currículo dos professores no site http://lattes.cnpq.br.

Receptividade de alunos no mercado

Outro ponto a ser avaliado é a reputação da faculdade no mercado. Busque saber a aceitação das empresas em receber alunos formados pela instituição de ensino. Um bom curso, daqueles que efetivamente vão enriquecer seus conhecimentos, tem credibilidade no mercado e, claro, soma pontos no seu currículo, facilitando a abertura de portas e boas oportunidades.

Padrão Global

No caso dos cursos de MBA, vale a pena basear-se nos critérios de qualidade elaborados pela Associação Nacional de MBA (Anamba). A Associação analisa critérios como carga horária, titulação e qualificação profissional do corpo docente e credencia o curso como “padrão Brasil” ou “padrão global”.

Um curso padrão global segue os critérios internacionais de qualidade: tem 480 horas-aula, exige experiência profissional de, no mínimo, três anos e tem 75% dos professores atuando no mercado de trabalho. Nos casos de MBAs padrão Brasil, são 360 horas-aula, não exigem experiência profissional prévia do aluno e nem que os professores estejam atuando no mercado de trabalho.

Certificações e rankings somam pontos

O MEC não monitora os cursos lato sensu, portanto, não avalia os MBAs. Mesmo assim, é possível ter uma ideia da qualidade da infraestrutura e da qualificação dos professores de uma escola. Acessando o site do Inep, é possível consultar o índice Geral de Cursos (IGC), que avalia a qualidade dos cursos de graduação e pós stricto sensu de cada instituição.

Outra dica: qualidade internacional também é conferida por rankings, como o do jornal Financial Times, acrescentando qualidade para a instituição e também ao seu currículo.

Localização

Em cursos presenciais e semipresenciais, optar por uma instituição de ensino mais próxima do trabalho ou residência é o ideal. Com fácil acesso ao local, o aproveitamento do curso é melhor. Sem precisar percorrer grandes distâncias, sobram horas para se dedicar aos estudos.

A distância não se trata, especificamente, de um critério de qualidade do curso, mas de adequação às suas necessidades e possibilidades.

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